"A leitura do mundo precede a leitura da palavra." - Paulo Freire
Os povos sem escrita, desenvolveram outros meios de comunicação. O faziam por meio de desenhos, pinturas ou
grafismo nos quais estavam inscritos códigos reveladores de todo o contexto em que estava inserida aquela sociedade.
Sua ligação direta com a natureza nutria suas crenças, temores e respeito por ela. Eles acreditavam que as forças da natureza,
personalizadas na forma de animais e seres sobrenaturais, deviam ser respeitadas e veneradas. Cobras, lagartos,
representações humanas e de plantas, figuras geométricas, o sol, a lua são perceptíveis ao observarmos a maioria
dos artefatos produzidos por eles.
Alguns dos objetos eram zoomorfizados (representação de animais) ou antropomorfizados (forma semelhante ao homem ou parte dele),
mas também poderiam misturar as duas formas-zooantropomorfos.
Para o tom vermelho usavam o urucum, para o branco o caulim, para o preto o jenipapo, além do carvão e da fuligem.
Mas o que se destaca mesmo são as formas geométricas inseridas na arte indigena. Sua origem indefinida ainda
gera muitas versões no meio cientifico, e sustenta muitas lendas entre os povos indigenas.
Bem, somos paraenses e nossa cultura está intimamente ligada a esses povos. Então buscamos retratar
em nossos trabalhos toda a beleza e mistério de sua arte.


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